Todos os conteúdos
Metabolismo & peso · 5 MIN DE LEITURA

Polissacarídeos de Ganoderma leucocontextum: GLP-1 supera GLP-2 em testes antioxidantes

Publicado em 2021, um estudo comparou dois polissacarídeos purificados dos corpos de frutificação de Ganoderma leucocontextum. GLP-1, de menor massa molecular, mostrou atividade mais forte que GLP-2 em cinco ensaios químicos e foi associado a mudanças em marcadores de defesa antioxidante em células cultivadas.

Radar automático · fontes identificadas · 20/07/2021
Minha lista de leitura ↗Salvo somente neste navegador.
Cena editorial ilustrativa sobre Polissacarídeos de Ganoderma leucocontextum: GLP-1 supera GLP-2 em testes antioxidantes
Imagem ilustrativa.
Publicação científicaChinaAcervo histórico · 2021
Ver título original

Purification, Physicochemical Properties, and Antioxidant Activities of Two Low-Molecular-Weight Polysaccharides from Ganoderma leucocontextum Fruiting Bodies.

DUAS FRAÇÕES, TAMANHOS DIFERENTES

Publicado em 2021 na revista Antioxidants, o estudo investigou dois polissacarídeos de baixo peso molecular extraídos dos corpos de frutificação de Ganoderma leucocontextum. A espécie foi descrita como nova em 2014, no sudoeste da China. Os pesquisadores chamaram as frações purificadas de GLP-1 e GLP-2 e compararam suas características físicas e químicas, além de avaliar sua atividade antioxidante.

As duas frações eram compostas principalmente por manose, glicose, galactose, xilose e arabinose. A diferença mais evidente foi a massa molecular média ponderal: 6,31 quilodaltons (kDa) para GLP-1 e 14,07 kDa para GLP-2. Um quilodalton corresponde a mil daltons, unidade usada para expressar massa molecular. As amostras tinham distribuições de massa relativamente homogêneas, segundo os índices de dispersão relatados pelos autores.

Apesar da diferença de tamanho, GLP-1 e GLP-2 apresentaram conformação de cadeia, estrutura cristalina e morfologia de superfície semelhantes. Essa combinação permitiu comparar duas frações relacionadas, mas não idênticas, e perguntar se suas propriedades antioxidantes também seriam parecidas.

COMO OS PESQUISADORES ISOLARAM E CARACTERIZARAM AS MOLÉCULAS

O ponto de partida foi um polissacarídeo solúvel em água obtido de corpos de frutificação de G. leucocontextum cultivados em 2018. Os pesquisadores separaram o material por ultrafiltração em três intervalos de tamanho: 5–10 kDa, 10–100 kDa e acima de 100 kDa. O estudo concentrou-se nas duas frações menores, que passaram por etapas de cromatografia para purificação.

A caracterização química indicou que os carboidratos correspondiam a 73,36% de GLP-1 e 72,45% de GLP-2; o teor de proteína relatado foi baixo nas duas amostras. Para compreender a organização das unidades de açúcar em GLP-1, a equipe usou análise de metilação e espectroscopia de ressonância magnética nuclear (NMR). Essas técnicas ajudam a identificar os tipos e as posições das ligações entre os açúcares. Os pesquisadores encontraram diferentes ligações envolvendo unidades de glicose e galactose, incluindo conexões em posições distintas e pontos de ramificação.

O mapeamento estrutural descreve como a molécula está organizada. Por si só, porém, não informa o que aconteceria após o consumo do fungo ou de um produto feito a partir dele.

GLP-1 SE DESTACOU EM CINCO ENSAIOS

A comparação da atividade antioxidante foi feita por cinco métodos: ABTS, captura do radical hidroxila, captura do ânion superóxido, FRAP e ORAC. Em conjunto, os ensaios avaliam diferentes aspectos de reações relacionadas à capacidade antioxidante. Nos cinco, GLP-1 apresentou resultados mais fortes que GLP-2. O achado mostra uma diferença consistente entre as frações nas condições testadas, mas não estabelece que a menor massa molecular, isoladamente, explique essa diferença.

A equipe também avaliou GLP-1 em células NIH3T3 expostas a tert-butil hidroperóxido (tBHP), usado no modelo para induzir dano oxidativo. Nesse contexto, GLP-1 foi associado à redução da produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e do nível de malondialdeído (MDA). ROS são moléculas produzidas também durante o metabolismo normal; quando se acumulam em excesso, podem atacar componentes celulares, como proteínas, lipídios e DNA.

Nas mesmas células, os pesquisadores relataram aumento da atividade de catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GSH-Px), enzimas ligadas às defesas antioxidantes, além de elevação da razão entre glutationa reduzida e oxidada (GSH/GSSG). Essa razão compara duas formas da glutationa e funciona como um dos indicadores do estado redox celular. Os resultados descrevem respostas observadas no modelo experimental, não um efeito demonstrado em pessoas.

UMA PISTA EXPERIMENTAL, NÃO UM BENEFÍCIO COMPROVADO

Os autores propuseram que GLP-1 poderia ser investigado como candidato a aplicações em alimentos funcionais. A hipótese se apoia na atividade observada nos ensaios químicos e nas alterações registradas em células cultivadas. Ela não significa que o consumo de G. leucocontextum produza os mesmos resultados: o estudo trabalhou com frações extraídas e purificadas, e não avaliou os efeitos de comer o fungo ou um alimento que o contenha.

Também não foram apresentados, no material recebido, resultados de testes em animais ou em pessoas. A conclusão dos pesquisadores aponta a necessidade de investigar a atividade antioxidante de GLP-1 in vivo. Portanto, o trabalho oferece uma caracterização detalhada das duas frações e uma base experimental para novas perguntas, mas não demonstra prevenção ou tratamento de doenças, nem estabelece eficácia clínica.

EM TRÊS PONTOS

• GLP-1 e GLP-2 foram purificados de corpos de frutificação de Ganoderma leucocontextum e tinham massas moleculares médias ponderais de 6,31 e 14,07 kDa. • GLP-1 apresentou atividade antioxidante mais forte que GLP-2 nos cinco ensaios químicos realizados. • Em células NIH3T3 expostas a tBHP, GLP-1 foi associado a mudanças em ROS, MDA, CAT, GSH-Px e na razão GSH/GSSG.

O QUE AINDA PRECISA SER ESCLARECIDO

Os achados descritos são de ensaios químicos e de um modelo celular, não de estudos clínicos. O material recebido não detalha todos os procedimentos nem os resultados quantitativos de cada ensaio, o que impede estimar a magnitude das diferenças. Os autores indicam que ainda são necessárias investigações in vivo; os resultados não demonstram benefício do fungo ou de produtos derivados para a saúde humana.

FONTE ORIGINAL

Antioxidants (Basel, Switzerland)

Autores da publicação: Gao X, Qi J, Ho CT, Li B, Xie Y, Chen S, Hu H, Chen Z, Wu Q.

Consultar publicação

Conteúdo informativo para estudo e pesquisa.

Escolha quais categorias você autoriza. Os cookies essenciais mantêm as funções básicas do site. A contagem agregada de acessos e interação na landing não usa cookies nem identifica visitantes.

Fale com a Cocer
UM UNIVERSO PARA EXPLORAR

A curiosidade é sua. A descoberta começa aqui.

Conheça o que torna cada molécula interessante, explore as pesquisas e encontre a apresentação que procura.

  • Finalidades de pesquisa explicadas
  • Apresentações e preços para comparar
  • Uma equipe para esclarecer suas dúvidas
Quero explorar o catálogo
Descobrir conteúdos
Uma breve informação

Produtos destinados a estudo e pesquisa (Research Use Only). O conteúdo do site é informativo e não constitui recomendação de uso.

Informações de uso e compra
AINDA HÁ MUITO PARA CONHECER

Sua próxima descoberta pode estar aqui.

Ficou alguma dúvida? Conheça melhor os produtos ou converse com a equipe sobre apresentações, documentação e entrega.

Escolha com a informação em mãos.

Entenda o interesse por cada molécula e compare as versões no catálogo.

Sua próxima escolha começa aqui.

Escolha um produto e sua apresentação para consultar a entrega.

Explorar catálogo